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Patricia Bastos: “História Ensinada: produção de sentido em práticas de letramento”

Em maio de 2011 ocorreu a defesa de Tese de Patricia Bastos Azevedo, sob a orientação da professora Ana Maria Monteiro, professora da UFRJ e participante do Grupo de Pesquisa Oficinas de História. O título de sua tese é “História Ensinada: produção de sentido em práticas de letramento”. A professora falou sobre a experiência. Leia abaixo.

 

“No dia 22 de junho de 2011 defendi a tese ‘História ensinada: produção de sentido em práticas de letramento’, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fui orientada pela professora Drª Ana Maria Monteiro.

Minha questão inicial buscou compreender uma queixa freqüente apresentada pelos professores de história “Os alunos não sabem ler e escrever”. Como professora de didática do ensino de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro, essa questão se desdobrou em uma preocupação de ordem prática: como posso contribuir para a formação dos futuros professores de história? Nesta trilha fui a uma sala de aula do 6º ano de escolaridade, no município de Nova Iguaçu, e acompanhei durante o ano de 2009 as aulas de um professor de história, buscando compreender as práticas de letramento que se efetivavam em sua aula. No campo de pesquisa uma nova questão se formou: a produção de sentido.

Compreendi que as práticas de leitura e escrita que ocorriam naquela sala de aula estavam constituídas pelo sentido que o professor buscava dar ao ensinada. A leitura e a escrita mudavam substancialmente das práticas realizadas nas séries iniciais. O professor, em nosso campo de pesquisa, usava a leitura e a escrita como meio para ensinar história. Na sala de aula investigada a leitura e a escrita era compreendida pelo professor como um saber pronto, e que o aluno possuía condições de ler e compreender a historiografia escolar e os exercícios aplicados, tendo esta compreensão como pressuposto o professor também acreditava que os alunos a partir das aulas expositivas possuiriam condições de produzir respostas de forma independente, principalmente nas avaliações.

Gostaria de destacar que a compreensão deste professor não é um fato isolado, ela também habita outros espaços educacionais, inclusive o universitário. Ler e escrever são processos sociamente construídos, neste sentido em cada espaço social a leitura e a escrita são compreendida e realizadas de forma singular. Uma das funções do professor, em no caso específico de nossa tese, é letrar o aluno em história. Neste sentido pesquisas que possuam a interlocução história/ensino/letramento são fundamentais para refletir sobre essa tríade, e como desdobramento em diálogo com a extensão universitária propor projetos e ações que tenham como foco este conjunto de temáticas e sua interseção.”

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