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Como se defender do movimento “Escola Sem partido”

A Revista NOVA ESCOLA produziu uma matéria com orientações de como o professor deve agir caso receba uma notificação do Escola sem Partido.

“Segundo advogados consultados por NOVA ESCOLA, documentos contra suposta doutrinação não têm valor legal e podem ser respondidos, deixando claro que o educador não está infringindo direitos.”

Acesse a página da reportagem.

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AGENDA: ENPEH

O Encontro Nacional de Pesquisadores do Ensino de História – ENPEH é um evento que tem se consolidado como referência para os Pesquisadores do Ensino de História ao longo de sua trajetória. A partir de 2006, a criação da Associação Brasileira do Ensino de História – ABEH contribuiu para seu reconhecimento como o evento mais significativo no âmbito da pesquisa em Ensino de História.

Em sua décima primeira edição, será sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Faculdade de Educação, Campus da Praia Vermelha, na cidade do Rio de Janeiro e acontecerá no período compreendido entre 26 e 29 de setembro de 2017, tendo como promotores a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, a Universidade Federal Fluminense – UFF, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC RIO, com apoio da ASSOCIAÇÅO BRASILEIRA DE ENSINO DE HISTÓRIA – ABEH.

Saiba mais no site do evento.

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AGENDA: 31 de maio de 2017 – Ensino de História e Games

A pesquisadora Marcella Albaine convida a todos para o lançamento de seu livro.

Aproveitem e boa leitura!

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Novidades no Portal OFICINAS DE HISTÓRIA

Estamos empurrando cadeiras, abrindo espaço e arrumando a área Experiência do Professor e a partir de agora ela se chamará “Falando sobre ensino…” e será também um espaço para expor a opinião, análise e debate de nossos colaboradores acerca de temas relacionados ao ofício do historiador/professor.

Para inaugurar o espaço temos a contribuição da Professora de Prática de Ensino e Pesquisa em História na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) Maria Lima discorrendo sobre os motivos e impactos do fim da obrigatoriedade do ensino de História no Ensino Médio.

Entrem. Vamos conversar.

Fiquem à vontade.

 

 

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Entre o passado e o futuro do ensino de História

Maria Lima
(Profa. Adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Ensino de História (GEPEH/UFMS)

O fim da obrigatoriedade do ensino de História no Ensino Médio, decretado pela MP 746, que acaba de ser homologada, exacerba os ditames de uma ordem em que nossa relação com o tempo tem sido esfacelada brutalmente. Dá visibilidade também aos esforços para apagamento das perspectivas de futuro que implicam necessariamente na quebra de relações com o passado, na destruição do testamento, consagrando nossa imersão total em um tempo do presente eterno.
Inserida no contexto das Reformas da Educação que vêm ocorrendo no Brasil e na América Latina desde fins da década de 1980, a Reforma do Ensino Médio deve ser analisada como parte do processo muito maior de reconfiguração das relações trabalhistas a partir das diretrizes internacionais do mercado financeiro calcadas em teses neoliberais. Elas têm sido defendidas e impostas com afinco desde 1979, a partir do governo de Tatcher na Inglaterra e de Reagan nos Estados Unidos (1980), e impuseram-se como normalidade nas décadas seguintes na América Latina e no mundo, incrementando a concentração de renda e o aumento da miséria. Frente a tal projeto, ontem, como hoje, o que se prevê é a inserção dos jovens, de forma calada e submissa, em um mercado de trabalho castrador, produtor e reprodutor de miséria, material e emocional.
A Reforma encontra-se filiada também à resolução no 8, de 1º de dezembro de 1971, que instituiu as disciplinas de Estudos Sociais e de Organização Social e Política do Brasil (OSPB), dada a ênfase, naquele momento, na profissionalização compulsória imposta às classes populares como estratégia para formar e “qualificar” a força de trabalho.
A retirada da obrigatoriedade articula-se também ao crescimento do Movimento Escola Sem Partido e aos ataques constantes que os conteúdos veiculados pelos livros didáticos de História têm sofrido. Ressalto aquele liderado por Ali Kamel, representante das maiores empresas privadas de comunicação no país, contra o livro da Editora Nova Geração, de autoria de Mário Schmidt e intitulado Nova História Crítica. A campanha difamatória, empreendida por Kamel desde 2007, ajudou a tornar corrente a ideia de que os livros de História distribuídos pelo governo são tendenciosos e divulgadores de doutrina comunista.
Elementos como esses tornam evidente que, ontem, como hoje, não podemos abrir mão do direito à História. E nem do direito das gerações vindouras. A História, e o seu ensino, é o lugar por excelência em que a reflexão sobre nossa identidade é instituída. Em seu âmbito, conhece-se o passado, atribuindo-se sentido à vida no presente e tornando possível a necessária reflexão sobre o futuro. O pensamento histórico, como elemento inerente à existência humana impõem-se e sobrepõem-se à escola, estando presente em todas as instituições sociais, como a família, a Igreja ou o sindicato. Mas é na escola que seu desenvolvimento em uma perspectiva mais abrangente e crítica se torna possível.
Por mais que a História ensinada não atenda às nossas expectativas, e mesmo frente às dificuldades em tentar mudar uma perspectiva eurocêntrica, preconceituosa, excludente, misógina e elitista (vajam-se as reações e os confrontos travados frente à tímida tentativa de fazê-lo no âmbito da formulação da BNCC), ou o avanço da onda privatista (observe-se, por exemplo, a expansão do sistema apostilado nas redes públicas em todo o país) desistir de sua presença na escola não é uma opção.

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