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Helenice Rocha faz um balanço do encontro com Kazumi Munakata pelo Ciclo de Debates

Em junho tivemos um encontro com Kazumi Munakata pelo Ciclo de Debates com os componentes do Grupo de Pesquisa Oficinas de História e ainda tivemos a presença do professor Ilmar R. de Mattos, para felicidade geral.

Pela manhã, Kazumi conversou com um pequeno grupo de pesquisadores sobre seu projeto atual, em andamento, que envolve outros pesquisadores e orientandos, sobre a cultura material escolar do início do século XX como fonte para pensarmos a mudança de paradigma educacional ocidental. Ele sintetiza como “educação pelos sentidos”, quando a experimentação se torna predominante na escola, substituindo a importância do discurso verbal.  Mostrou-se um belo e ambicioso projeto.

À tarde, para uma audiência de aproximadamente vinte pessoas, ele discorreu sobre o texto que nos enviou e procurou aprofundar alguns dos pontos, especialmente discutindo possíveis fragilidades dos textos e proposta de consciência histórica de Rüsen. Após sua fala, a pesquisadora do grupo, Rebeca Gontijo Teixeira fez uma intervenção, discordando da crítica à teorização sem exemplicação (prova) de Rüsen, Angela de Castro Gomes procurou saber como o autor (Rüsen) trata a memória na formação da consciência histórica. Helenice procurou fazer uma interrelação entre as diferentes falas já apresentadas no ciclo e a preocupação que demonstra uma parte dos pesquisadores do ensino de história que atuam na área de educação e procuram manter seu vínculo com a história e nela, na historiografia, tentando “aplicar” (nem sempre de forma bem sucedida) conceituais e metodologias da história às questões da sala de aula.

Foi um dia bastante rico de discussões, como não poderia deixar de ser com um convidado tão inquieto, inclusive em suas ideias.

Abraços a todos,

Helenice Rocha

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VI Seminário Nacional de História da Historiografia acontecerá em agosto

O VI Seminário Nacional de História da Historiografia ocorrerá em agosto na UFOP, em Mariana. A pesquisadora do Grupo de Pesquisa Oficinas de História Márcia de Almeida Gonçalves coordena, junto com o Professor Alexandre Avelar, o Simpósio N 12: Histórias, dilemas e prespectivas da escrita da História no mundo contemporâneo (Séculos XX e XXI. Como este Simpósio Temático atingiu o limite máximo de inscrições, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail da secretaria do evento: pagamento_snhh@yahoo.com.br Confira a ementa:

“Ao longo do século XIX, em diversas sociedades européias e americanas, a história alcançou o estatuto de disciplina científica autônoma. Instauraram-se espaços particulares, fossem universidades, sociedades e institutos, onde o historiador, como especialista e profissional, na posse de um conjunto de regras e procedimentos metódicos controláveis, tornava o passado um objeto a ser decifrado e conhecido.

No curso do século XX, a cientificidade do saber histórico, sua natureza e implicações epistemológicas, foram alvos de indagações variadas, afetando sobremaneira a produção historiográfica. Os fundadores e seguidores dos Annales, de certa maneira ao lado dos que abraçaram os referenciais marxistas, puseram em xeque as práticas e concepções dos metódicos, ditos positivistas, sem, contudo, abrir mão do caráter científico e do postulado de verdade que alicerçava a legitimidade do discurso do historiador. Em paralelo, nos saberes designados como ciências sociais, proliferaram críticas aos “historicismos”, em revisões de temas e abordagens que, de formas diferenciadas, contribuíram para o valor cada vez maior da história social.

Em especial, nas sociedades européias, mudanças significativas emergiram após a Segunda Grande Guerra, afetando gerações de pensadores e intelectuais. Insere-se nessa conjuntura, um conjunto de formulações, em diálogo com as filosofias da linguagem – destaque para a filosofia analítica britânica – e com a lingüística de Saussure, que, a partir de meados da década de sessenta, culminaram no chamado giro lingüístico. As implicações epistemológicas do giro lingüístico se fizeram sentir nas dimensões mais diferenciadas do campo das humanidades. Entre outras ponderações, o conceito de “representação”, caro a muitas formulações que se queriam decifradoras das ações humanas no mundo, entre elas a historiografia, cedia espaço para o conceito de “significado”.

O VI Seminário Brasileiro de História da Historiografia possui como tema O Giro-lingüístico e a Historiografia: balanço e perspectivas e abre espaço neste simpósio para a apresentação de trabalhos e reflexões que o abordem e problematizem sob diversas perspectivas. Pode-se, dessa forma, por em questão os afastamentos e similitudes entre textos historiográficos e literários, tendo em mente, por exemplo, a polêmica causada pela “Meta-história” de Hayden White. Ou, em outras bases, redimensionar o que veio a ser designado como o “retorno da narrativa”, nas considerações de Lawrence Stone. Em relevo, igualmente, a obra referencial de Paul Ricoeur – “Tempo e narrativa” – e o balanço sobre seus impactos e apropriações no campo da teoria e da escrita da história. Importante, em escala proporcional, a obra de Michel Foucault e a avaliação sobre seu caráter revolucionário – no ponto de vista de Paul Veyne -, quanto à renovação da historiografia.

Nestes termos, e no diagnóstico de suas especificidades, cabe considerar idéias do pós-estruturalismo – na alusão a Roland Barthes -, do “desconstrucionismo” de Derrida, e da hermenêutica de Gadamer, no mapeamento das críticas à cientificidade da história e suas repercussões. Outra visada importante se refere às abordagens do que foi denominado de “guinada subjetiva”, nas palavras de Beatriz Sarlo, contemplando-se, entre outros aspectos, os lugares e usos dos estudos biográficos e autobiográficos e a dita renovação da história política. Os desdobramentos destas polêmicas estão na raiz da chamada crise dos paradigmas, cujos efeitos, nos diversos domínios da escrita história, estimulam o ato de repensar o ofício do historiador, bem como seus desafios éticos, no regime de historicidade presentista, de acordo com a formulação de François Hartog.

A reunião de pesquisadores de variadas filiações teóricas será bem vinda, na busca por uma significativa experiência de discussões, estimuladora do diálogo e do confronto entre diversos pontos de vista e perspectivas de análise.”

 

A pesquisadora Rebeca Gontijo Teixeira também estará presente com o Simpósio Temático “O Ensaio como Problema”. Abaixo, a ementa:

“Considerado como um gênero híbrido e impreciso, frequentemente situado entre a literatura e a ciência social, o “ensaio” oferece um desafio aos estudiosos da historiografia, sobretudo quando recebe o adjetivo “histórico”.

Essa associação de termos, particularmente observável a partir do século XIX, quando a escrita da história busca estabelecer limites disciplinares nos contextos nacionais, permite propor algumas questões num seminário cujo tema maior é o chamado “giro linguístico”. Uma delas é saber que relação existe entre gêneros de escrita e determinados contextos culturais. Por exemplo, entre o “ensaio histórico” e o Brasil do século XIX e da primeira metade do século XX; entre o ensaísmo e a instituição de “objetos” como o povo, a mulher, o lendário ou a revolução, na França do XIX; entre uma forma associada a uma escrita aberta e inconclusa e a especialização da pesquisa universitária.

Considerando o “ensaio histórico” menos como um gênero auto-evidente (na sua imprecisão) ou a demandar definição, e mais como um problema a ser tratado, propomos discutir – inspirados pela notória pergunta de Michel de Certeau (1974/1975) – o que o ensaísta faz quando faz ensaios, particularmente, os ensaios históricos? O que busca? O que produz?

Este simpósio temático acolherá estudos de caso, que focalizem ensaístas nacionais ou estrangeiros, bem como reflexões de ordem teórica sobre o ensaio enquanto gênero discursivo.”

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Colóquio do HISTOR, da Rural, tem Douglas Attila e Mateus Henrique de Faria Pereira como convidados

O próximo colóquio do HISTOR – Núcleo de Pesquisas sobre Teoria da História e História da Historiografia da UFRRJ começa no dia 28 de junho, às 17h, na Universidade Federal Rural, com a presença de dois convidados: Douglas Attila, doutor em História pela UFRJ, pós-doutorando do programa de pós-graduação da Rural e Mateus Henrique de Faria Pereira, doutor em História pela UFMG, professor da UFOP.

 

 

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De 13 a 16 de junho acontece o Seminário Patrimônio, Memória e Identidade Negra na UFF

O Pontão de Cultura do Jongo e do Caxambu convida para o Seminário Patrimônio, Memória e Identidade Negra, entre os dias 13 a 16 de junho de 2012, na Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro. No dia 13, teremos uma Roda de Jongo na Praça do Rink, centro de Niterói, de 16h30min às 17h30min, e a cerimônia de abertura, no Teatro Municipal de Niterói, seguida do lançamento do filme “X Encontro de Jongueiros”, realizado pelo Observatório Jovem/UFF e pelo Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu. Após a exibição do filme, haverá a conferência Avanços e Limites da Política de Patrimônio Imaterial: balanço de uma década, proferida pela Diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, Sr.ª Célia Corsino.

Entre os dias 14 e 16 de junho, as atividades acontecerão no Campus do Gragoatá, no Auditório Florestan Fernandes e na Sala Paulo Freire, ambos na Faculdade de Educação, além de atividades culturais que acontecerão no pilotis do prédio ao longo do dia. Na noite de sexta-feira, dia 15 de junho, teremos a III Noite do Jongo, com uma grande roda com 64 lideranças jongueiras das 16 comunidades da região sudeste que integram o Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu.

Para maiores informações sobre o seminário, por favor, acesse:

http://www.seminariopatrimonioimaterial.wordpress.com

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Ciclo de Debates 2012: Kazumi Munakata fala sobre História, Consciência Histórica e Ensino de História

O professor doutor Kazumi Munakata, da PUC – SP, vai falar sobre história, consciência histórica e ensino de história no 3º encontro do Ciclo de Debates 2012 do Grupo de Pesquisa Oficinas de História. O encontro ocorrerá no dia 12 de junho, às 13h 30min, na Puc-Rio, Predio Frings, sala 515. O evento oferece dez vagas para as inscrições de interessados.

Kazumi Munakata possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1976), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1982) e doutorado em História e Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1997). Atualmente é assistente doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: livro didático, história da educação, ensino de história, história das disciplinas escolares.

Coordena grupo de pesquisa História das disciplinas escolares e dos livros didáticos. No plano internacional, destacam-se convênios firmado com projetos da Espanha, França e Argentina. O GP atuou na construção de base de dados sobre livros didáticos ibero-americanos. Participou da organização do Simpósio Internacional Livro Didático: Educação e História. De 2002 até 2011, produziram-se no interior do GP dezenas de dissertações de mestrado e teses de doutorado, além de trabalhos de iniciação científica.

Os interessados devem enviar email para oficinasdehistoria@gmail.com.

Neste ano, já passaram pelo Ciclo de Debates a Profa. Dra. Maria Auxiliadora Schmidt (UFP), e Lana Mara de Castro Siman (UEMG). Saiba mais sobre o Ciclo clicando aqui.

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